História

A AVEC-PR (Associação de Cinema e Vídeo do Paraná) teve como mentor o jornalista Aramis Millarch (1943-1992) crítico de música e cinema. Foi o fotógrafo e artista gráfico Tiomkim (Osvaldo Dias Siqueira Filho) que fez a ponte entre Millarch e o cineasta Paulo Munhoz. O jornalista incitou Munhoz a reunir os realizadores e montar uma associação de cinema no estado. Primeiramente Munhoz rechaçou a ideia, mas Millarch foi insistente e com o argumento que Munhoz seria o único que conseguiria unir a classe, porque até então ninguém tinha nada contra ele, o convenceu. E assim AVEC foi fundada em 1992, ironicamente o ano da morte de Millarch. No início era um “polaco de cada colônia” um desconfiado um do outro, mas com o tempo o gelo foi quebrado e as pessoas perceberam que tinham problemas em comum e o grupo foi se harmonizando. E assim, unidos, puderam dar vazão as reivindicações da classe.

Nascida no bojo da Era Collor, governo este que sepultou a Embrafilme, a AVEC assumiu a posição de exigir do governo do estado e do munícipio de Curitiba a criação de políticas públicas de fomento ao audiovisual. Neste contexto já em 1993 foi promulgada pelo vereador da Câmara Municipal de Curitiba, Ângelo Vanhoni, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a qual entidade participou ativamente da elaboração, tendo até hoje representantes nas comissões de avaliação de projetos desde a criação da mesma. Sendo a única associação que nunca deixou de indicar os seus representantes nas comissões de avaliação de projetos desde a criação da Lei.

A AVEC ainda atuou decisivamente na viabilização do Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo do Paraná em 2004 e também na sua manutenção. Além de articular na criação de outros mecanismos de fomento como o PROFICE (Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Estado do Paraná), este promulgado em 2014. A entidade tem sido fator determinante no estímulo ao surgimento e desenvolvimento de pólos de produção e exibição em todas as regiões do Estado do Paraná.