Audiovisual Resiste!

AVEC/PR

Audiovisual Resiste!

Vivemos a “Era do Vazio”:

  • Laços sociais enfraquecidos,
  • Individualização,

Em um contexto como esse, qual o sentido de se organizar em uma associação?

O cenário politico nacional é claro:

  • desmonte de projetos,
  • desestruturação de políticas públicas.
  • Retirada de direitos sociais básicos,
  • Menos recursos para saúde, educação, moradia, cultura,
  • Enquanto isso, mais e mais recursos para os donos dos bancos, para os chefes das grandes construtoras, para os barões do agronegócio.

Em um contexto como esse, qual o sentido de se organizar em uma associação?

No estado do Paraná o cenário também é de terra arrasada:

  • Somos o único estado brasileiro que ainda não tem nenhuma política pública voltada para estimular o setor do audiovisual,
  • Apesar de sermos o 5º PIB do país, a gestão do governador Beto Richa alega não ter recursos para investir no audiovisual, na cultura, na saúde, na educação…
  • Faltam projetos, investimento e vontade de construir políticas públicas que deem conta de articular e produzir arte e cultura, em especial audiovisual.

Em um contexto como esse, qual o sentido de se organizar em uma associação?

No município, houve avanço nas ideias mas retrocesso nas práticas:

  • O processo de implementação do Sistema Municipal de Cultura e da alteração a Lei Municipal de Incentivo a Cultura envolveram muitos atores culturais da cidade, das regionais e do centro, da cultura popular, das novas linguagens e das ditas belas artes,
  • Mas agora estas novas leis que vão reger as políticas públicas de cultura da cidade estão paradas na câmara. Se nós, fazedores de cultura e artistas, não seguirmos atentos e atuantes, há um sério risco destas conquistas cairem por terra.
  • A ideia de cultura foi ampliada, mas os recursos foram reduzidos drasticamente!
  • É preciso também abrir concurso imediato para a Fundação Cultural (o último data do início da década de 90),

Em um contexto como esse, qual o sentido de se organizar em uma associação?

(…)

A AVEC teve início da década de 90, um período de igual conturbação política, o que mostra a determinação dos realizadores audiovisuais do Paraná em fazer a história acontecer. Nestes seus mais de 20 anos de existência a entidade foi fundamental em diversos momentos da construção das políticas públicas para o Audiovisual. O fazer audiovisual se popularizou neste período. Do caro processo fílmico a efemeridade do digital o contigente de realizadores audiovisuais cresceu exponencialmente.

Para seguir sendo protagonista neste processo de disputa por um futuro melhor para o fazer cultural e para a produção audiovisual é chegada a hora de reestruturar a AVEC. Aglutinar novos atores, articular novas áreas. Se o desenvolvimento do audiovisual nos interessa, então nos interessa:

  1. Reformular a estrutura estatutária da AVEC, visando engajar novos membros, ampliar a participação dos associados, gerando abertura e horizontalidade e tornando a entidade mais democrática e horizontal;
  2. Ampliar o escopo de atuação da entidade agregando todos os setores do audiovisual e do cinema, como aqueles ligados ao ensino, à pesquisa, à preservação, à reflexão crítica, à distribuição, à formação de público, ao cineclubismo, às atividades técnicas e a todos os trabalhos envolvidos no processo produtivo de realização audiovisual
  3. Interiorizar a entidade criando capilaridade no Paraná, fortalecendo as vozes dos centros de produção audiovisual como Londrina, Maringá, e fomentando o surgimento de outros centros pelo estado;
  4. Fomentar participação das mulheres, LGBTQs, negras e negros, povos originários, população periférica e camponesa no fazer audiovisual;
  5. Formar os agentes culturais acerca das políticas públicas da cultura e do audiovisual, visando maior engajamento das pessoas na formulação e na atuação da entidade frente a estas políticas;
  6. Fortalecer a parceria com outros movimentos sociais e frentes culturais de resistência, tais como Cultura Resiste, FACA, Levante Popular da Juventude;
  7. Articular com Siapar, SindCine, Sated e outras entidades ligadas ao setor para encaminhamentos de interesses em comum;
  8. Participar da discussão a respeito da regulação dos profissionais do audiovisual junto aos sindicatos competentes.
  9. Defender a Democratização dos Meios de Comunicação, debater o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática e lutar para que a E-Paraná seja inclusiva, plural e cidadã;

Trata-se de muito trabalho, que vai nos exigir muita vontade de construção, mas que se perseguido com afinco pode transformar as política públicas de investimento à produção audiovisual.

Lutar pelo direito à cultura, lutar por condições de trabalho dignas para os trabalhadores do audiovisual, lutar para que a população tenha acesso às produções audiovisuais locais, lutar pela ampliação, democratização e descentralização dos investimentos em cultura e no audiovisual, esse é o sentido de se organizar em uma associação.